5/6/2026

É comum que o crescimento das operações bancárias no âmbito digital amplie a necessidade de controles mais qualificados para proteger dados sensíveis e garantir a continuidade dos negócios sem incidentes como vazamentos de dados.

Nesse entendimento, desde 2021 a Resolução CMN 4.893 complementa as diretrizes de segurança cibernética aplicáveis às instituições financeiras de todo o país, atualizando os critérios do Banco Central quanto ao manejo da informação no meio virtual.

No entanto, mesmo que a norma estipule regras sobre a contratação de serviços de processamento de dados em nuvens, muitas instituições ainda utilizam canais de comunicação vulneráveis para compartilhar informações com clientes e  parceiros.

Por esse motivo, adequar-se às exigências regulatórias vai além de proteger o armazenamento dos dados, pois também é necessário garantir notificações digitais válidas para que toda a jornada de comunicação ocorra de forma rastreável e auditável.

Então, ao longo deste conteúdo, você entenderá melhor o que estabelece a Resolução CMN 4.893 e como os envios digitais contribuem para fortalecer a segurança das informações e a conformidade regulatória. Siga a leitura e confira!

O que é a Resolução CMN 4.893 e o que exige?

É a regulamentação emitida pelo BACEN, que estabelece os critérios para a contratação de serviços de computação em nuvem por parte das instituições financeiras e as demais entidades autorizadas a funcionar pelo órgão regulador.

Nessa ótica, o objetivo da Resolução é garantir que as organizações mantenham mecanismos adequados para gerir informações e responder a ameaças digitais que possam comprometer a confidencialidade e a integridade dos dados sensíveis.

Por isso, a norma prega que o dever de proteção dos dados não é transferido integralmente para os fornecedores de tecnologia, de modo que, mesmo ao contratar uma terceirizada, a atribuição final pela segurança segue sendo da instituição financeira. 

Sendo assim, a CMN 4.893 reforça a necessidade de rastreabilidade das informações, dialogando com o armazenamento e com a LGPD na comunicação empresarial, já que além de proteger o que é armazenado, é importante garantir que documentos e notificações trafeguem por canais que impeçam acessos indevidos.

Os pilares da gestão de riscos nas instituições financeiras

Para atender às exigências regulatórias e fortalecer a conformidade com o Banco Central, as instituições financeiras precisam garantir integridade para as informações registradas e autenticidade para as comunicações. 

Pensando nisso, destacamos a seguir alguns dos principais riscos que podem comprometer a segurança dos arquivos e como a prova legal aplicada aos envios contribui para mitigar essas vulnerabilidades: 

O risco das notificações comuns no âmbito financeiro

Ainda que haja proteção em uma nuvem segura, que atenda à Resolução CMN 4.893 de segurança cibernética, o envio de documentos por e-mails e canais de comunicação sem mecanismos de comprovação gera fragilidades na proteção de dados.

Tal fato se explica porque sem registros de recebimento e visualização, torna-se difícil demonstrar o percurso das informações e reunir evidências de bom procedimento em casos de fiscalização do tratamento de registros praticado pela instituição.

Além disso, a falta de rastreabilidade compromete a capacidade de comprovar como os dados foram compartilhados e quem teve acesso a eles ao longo da jornada de comunicação, ampliando os riscos de interceptação. 

Dessa forma, é falho o processo de afirmar que não houve acesso indevido das informações sensíveis, o que deixa a instituição mais exposta a questionamentos regulatórios e a multas em razão da falta de legitimidade das comunicações realizadas. 

A importância da prova legal nos envios

Para remediar riscos, é preciso que as instituições mantenham registros auditáveis sobre o tratamento e o compartilhamento de dados corporativos, o que torna importante registrar quando um documento foi enviado, quem recebeu a comunicação e quais interações ocorreram ao longo de todo o processo. 

Desse modo, é fortalecida a autenticidade dos dados por meio de notificações digitais rastreáveis, que contribuem para a governança das informações de forma mais eficiente e completa.

Nessa situação, soluções que registram os eventos de envio de documentos criam uma trilha de auditoria que eleva a transparência do manejo de dados realizado pela instituição financeira, apoiando uma gestão mais eficaz dos riscos e alinhada à CMN 4.893.

Como adequar a comunicação da sua instituição financeira?

Um dos primeiros passos para atender às exigências da Resolução do BACEN consiste em avaliar a infraestrutura em nuvem que será utilizada para armazenar e processar as informações da instituição financeira. 

Nesse momento, a decisão deve considerar aspectos como segurança dos dados, mecanismos de rastreabilidade, controles de acesso, gestão de riscos e a capacidade que a solução tem de atender aos requisitos regulatórios aplicáveis ao setor financeiro. 

Depois, esse movimento precisa ser complementado com uma estratégia de comunicação protegida, que permita a programação de notificações integradas ao ERP para que o envio de documentos ocorra sem comprometer a segurança das informações. 

Por isso, as plataformas modernas de comunicação digital com validade jurídica passaram a desempenhar um papel relevante dentro das instituições financeiras, porque além de automatizar envios, preservam a integridade dos dados.

Assim, atualmente, as melhores soluções do mercado priorizam três pilares fundamentais:

  • Autenticidade - para garantir a identificação confiável dos envolvidos na comunicação.

  • Rastreabilidade -  que permite acompanhar todas as etapas relacionadas ao envio e ao acesso dos documentos.

  • Registros de interação - para documentar eventos como entrega, abertura, visualização e download.

A partir desses recursos, são geradas evidências auditáveis que demonstram que a organização adotou medidas para proteger os dados desde o armazenamento até os momentos em que é necessário transmiti-los a clientes e parceiros. 

Segurança que acompanha os dados do início ao fim

A conformidade com a Resolução CMN 4.893 protege as instituições financeiras de multas e perda de credibilidade perante o Banco Central, entretanto, alcançá-la exige uma visão sistêmica que não se encerra na escolha da nuvem. 

Armazenar dados com segurança e enviá-los de forma vulnerável são contradições que o regulador não aceita, portanto, a comunicação digital protegida é uma extensão natural de uma política de segurança cibernética bem estruturada. 

Pensando nisso, a CTD desenvolveu o WeSend AR, a solução responsável pelo envio de mais de 3 milhões de e-mails com validade jurídica anualmente, combinando rastreabilidade de dados e registros auditáveis em uma plataforma automatizada. 

Para organizações financeiras que precisam de notificações digitais válidas e de conformidade com o Banco Central em cada comunicação enviada, o WeSend AR tem se consolidado como referência no mercado.

Quer saber como tornar a comunicação da sua instituição mais segura e rastreável? Conheça o WeSend AR e descubra como a proteção de envios digitais apoia a governança de dados e a conformidade com a legislação!

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